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Os “pais” de Bolsonaro não merecem respeito.

Ao leitor apressado, principalmente os que adotam iracúndia crônica com base apenas no título das matérias, vale destacar que a palavra “pais” está claramente entre aspas. Evidente que, mesmo nas escaramuças eleitorais mais repulsivas, os genitores não envolvidos em política foram poupados. Quem não merece consideração são as anomalias políticas que, no egoísmo e ausência de responsabilidade, plantaram uma desnecessária dicotomia no Brasil.

João Pedro Stédile, o Capo di tutti capi do MST que, somente agora, finge de morto para continuar comendo as batatas do coveiro, provocou o setor produtivo rural aos extremos! Invadiu, impunemente, áreas produtivas, permitiu que seu exército Brancaleone – para o nojo dos homens de bem – cortasse centenas de pés de laranja com exibição ao vivo, numa repetitiva demonstração de que pairava acima das leis. Essa aberração moral exigiu um pulso firme, capaz de conter a insanidade em curso. É pai.

Luiz Inácio Lula da Silva, que afrontou a ética elementar, menosprezando o primeiro escândalo de seu governo – o mensalão – como se fosse irrelevante ao ponto de ser ignorado ao sabor de canapés, vinhos franceses e discurso de desdém, em horário nobre da Globo. É pai.

Os aceleradores do cinismo – José Dirceu, Dilma, Palocci, Guido Mantega e uma alcateia de avalistas aproveitadores – permitiu um rombo fantástico nas contas públicas e, com o dinheiro do contribuinte, torrou verbas milionárias na gastança improvisada por motivos ideológicos. No delírio, ao estilo Bolivariano eles acharam que os ignorantes jamais iriam cobrar a conta. São pais.

Os famosos de plantão, que sempre consideraram a plebe uma espécie de cavalo controlado no cabresto de suas influencias, cuspiram, alguns literalmente, na indignação vulcânica que se erguia, mantendo visceral interesse umbilical. Exigiram uma reação à altura, agora chiam. São pais.

Pedófilos intelectuais de todos os matizes, ruidosos, agressivos, encastelados em diversas áreas de ensino, deturparam registros históricos, exigiram obediência dos que ousaram discordar e pisaram, de forma cruel e sem distinção, no exército brasileiro. Entenderam que os registros, na real consistência dos fatos – com erros de ambos os lados – poderiam ser apagados sem o menor troco. Pediram. E estão tendo: um Bolsonaro. São pais.

A classe política, os tradicionais que já deviam amargar o esgoto e a cadeia – como bom exemplo o ainda impune Aécio Neves – plantaram as sementes para o retumbante sucesso de Bolsonaro. São pais.

Os empresários da turma “meu negócio é só lucro e ganancia”, entraram na dança e não tiveram coragem, nem ética, nem dignidade, para entender que a sociedade produtiva não podia mais arcar com o peso da corrupção. São pais.

O judiciário, com ministros dispostos a show midiático, como se fosse astros de rock and roll, se enrolaram no ego como Alice Cooper costumava fazer com as cobras no palco. Deixaram um gosto amargo como se a justiça fosse um perfume barato. Sem essência, rala dignidade. São pais.

A grande mídia, e uma babel de aproveitadores – no estilo morcego de fazenda antiga a chupar sangue dos animais – se lambuzou em verbas bilionárias, num jornalismo tosco, fingido, perdendo espaço e credibilidade, como um cônjuge traidor que se perdoa e continua cravando chifre. São pais.

A mídia internacional, essa, sem nunca foi e nunca será papai ou mamãe. São avós sem nenhuma responsabilidade com a nação brasileira. Lixam-se para o nosso destino.

 

No arremate, intelectuais ao estilo de Marilene Chaui deram de ombros colocando a culpa na classe média. Hipócritas. Sem essa! A culpa foi de todo esse balaio de fingimentos e descaso. Agora não venham reclamar. Bolsonaro ouviu o grito que já estava ecoando em todos os rincões. A vitória dele, que cantei a mais de um ano, não é fenômeno nenhum! É uma resposta!

 

Rosenwal Ferreira

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Record realizando comentários no quadro Olho no Olho, no Balanço Geral; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate que agora está na PUC TV. No meio impresso, é articulista no Diário da Manhã, e no Jornal OHoje.
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico Opinião em Debate, que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820am, de segunda a sexta-feira, das 07H30 às 08H30 da manhã. Logo após é membro da bancada mais ativista da felicidade, das 8:30h ate às 10h da manhã, na Jovem Pan Goiânia.

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