Goiás Notícias

“Ainda não há comprador definido”, declara presidente sobre venda do Jóquei Clube

“As negociações sobre a venda do Jóquei Clube acontecem, mas não tem um comprador definido e nenhum negócio foi fechado.” Essa afirmação é do presidente do clube, Manoel de Oliveira Mota, após especulações sobre o fechamento da venda da área para a Igreja Universal.

Segundo o presidente, está sendo realizado meios para liquidar a dívida do clube, que hoje é de cerca de R$ 32 milhões. O objetivo é vender a área da sede social do clube, que fica na Avenida Anhanguera, no Centro, por um valor justo e dentro do mercado. “Não seria necessário a venda do clube. Se fosse dividido entre os sócios, que hoje são cerca de 1700 a 1800 integrantes, cada um teria que arcar com cerca de R$40 mil, mas ninguém se prontificou, então a solução foi a venda. Agora, buscamos vendê-lo antes que seja arrematado por meio de especulação imobiliária”, argumentou Manoel.

O presidente ainda ressalta que houve uma assembleia com os sócios e que chegou a um consenso para a realização da venda do espaço. Contudo, ontem, alguns sócios fizeram um prostesto na sede do clube. Segundo Manoel, as manifestações contra a venda são em vão: “Tudo o que foi debatido foi registrado em ata e, posteriormente, registrado em cartório”, frisou.
O prédio, apesar de ser um dos pioneiros em Goiânia, não é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Isso é uma das justificativas para a venda do local, que sofre com o abandono e sucateamento do espaço. “Os sócios que têm o direito de decidir o que é feito para acertar as contas do local. O comprador avisa a decisão a nós e fica com o direto de propriedade do local e pode construir o que quiser”, conta Manoel.

O presidente adianta que, após o pagamento das dívidas, o restante do dinheiro será utilizado para revitalização do espaço e a construção de um novo clube no Hipódromo da Lagoinha, que fica na Cidade Jardim.

História

O Jóquei Clube foi construído em 1938, entre a Avenida Anhanguera e a Rua 3, no centro de Goiânia. O local foi uma dos primeiras construções da, até então, nova Capital de Goiás. O espaço era muito frequentados por sócios e pessoas de classe alta da cidade.

O espaço conta em seu complexo  um pequeno bosque com churrasqueiras, academias de ginástica, saunas, piscinas, quadras de esporte, salão de festas, restaurante e playground. Hoje a situação do clube é de completo abandono.

Apesar de não ser tombado, o Mais Goiás entrou em contato com o Iphan para verificar uma posição sobre possível demolição do prédio, mas não tivemos resposta até a publicação dessa matéria. Fonte: Mais Goiás

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é Jornalista, Publicitário e Terapeuta Transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Serra Dourada realizando comentários para o Jornal do Meio Dia; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate na TBC Cultura e realiza na TV Metrópole um programa com análises políticas e econômicas. Escreve para o Jornal Diário da Manhã, Jornal O hoje e mantém um tradicional programa jornalístico na Rádio 730 am , de segunda a sexta feira, das 08 às 09 horas da manhã.

Deixe seu Comentário

Clique aqui para comentar

Patrocinado por