Internacional

Biden tenta afastar críticas sobre saída dos EUA do Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, assumiu nessa terça-feira (31) a responsabilidade pela tumultuada saída das forças norte-americanas do Afeganistão. Ele disse que era a melhor opção disponível, após um importante rival republicano descrever o episódio como uma ferida autoinfligida que tornou os EUA menos seguros.

Mais cedo, durante o dia, o Talibã celebrou sua vitória sobre os norte-americanos, disparando tiros para o ar, desfilando caixões revestidos com bandeiras da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos EUA e aplicando suas próprias regras após a retirada das últimas tropas estrangeiras.

Em sua primeira declaração após a saída, Biden disse que 90% dos norte-americanos que queriam sair conseguiram, e que Washington tinha poder de negociação sobre os militantes islâmicos para garantir que outros 100 ou 200 consigam deixar o país se quiserem.

“Eu assumo a responsabilidade”, disse, acrescentando que os Estados Unidos estão longe de encerrar seu envolvimento com o Afeganistão e, especialmente, com os combatentes do Estado Islâmico no país.

O Talibã agora controla uma porção maior de território do que controlava antes de ser removido do poder, na mais longa guerra travada pelos Estado Unidos, que tirou a vida de quase 2,5 mil militares norte-americanos e de cerca de 240 mil afegãos, custando por volta de US$ 2 trilhões.

Mais de 123 mil pessoas foram retiradas de Cabul, em uma operação gigantesca e caótica de saída pelo ar conduzida pelos Estados Unidos, além seus aliados nas duas últimas semanas, mas muitas pessoas que ajudaram os países ocidentais durante a guerra foram deixadas para trás.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que os norte-americanos haviam sido abandonados além das linhas inimigas.

“Essa foi uma saída desastrada e desgraçada, que irá permitir que o Talibã e a Al Qaeda celebrem os 20 anos dos ataques de 11 de Setembro, assumindo o controle total do Afeganistão”, disse o republicano em um fórum empresarial em Ashland, no Kentucky. “Estamos menos seguros como resultado dessa ferida autoinflingida”.

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Record realizando comentários no quadro 'Olho no Olho', no Balanço Geral. Mantém, há mais de 18 anos, o programa 'Opinião em Debate' que agora está na PUC TV. No meio impresso, é articulista no Diário da Manhã, e no Jornal OHoje.
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico 'Opinião em Debate', que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820AM, de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 08h30 da manhã. Logo após é membro da bancada mais ativista da felicidade, das 8h30 até às 10h da manhã, na Jovem Pan Goiânia 106,7FM.

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