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O diabo e o presidente Bolsonaro

Segundo William Shakespeare: “ O diabo pode citar as escrituras quando isso lhe convém”. A frase pode ser útil ao analisar o calvário que enfrenta o novo presidente nesta fase inicial de sua administração. Que ele iria enfrentar o pelotão de fuzilamento isso ninguém tinha dúvidas. Mexeu numa caixa de maribondos, afrontou os intocáveis barões da mídia, e, está revirando podridões que podem chamuscar poderosos. E a pior de todas as heresias: ele procura cumprir o que prometeu aos seus eleitores.

É claro que as trapalhadas internas com o choque de egos, falatório dos inexperientes e bobagens que deviam ser evitadas, fez o néctar dos adversários que alardearam riscar os fósforos como se fossem as labaredas que destruíram Roma. Nesse aspecto, bem feito! Quem mandou cochilar, quem prometeu dormir de olho aberto.

O que causa espanto, e se torna digno de registro crítico, são as escaramuças dos que cuidam dos portões do inferno atraindo incautos com a bíblia debaixo do braço.

Recentemente, por exemplo, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Eliot L. Engel, com outros cinco congressistas americanos, enviou uma carta ao secretário de Estado, Mike Pompeo, para que o país se oponha as medidas adotadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Os babaquaras norte americanos, sem nenhuma prova concreta, afirmam que o nosso presidente adotou medidas contra as minorias LGBTs, negros e excluídos. Tudo na base da intuição e do achismo. Que procurem catar as próprias pulgas e cuidar dos Estados Unidos. Já pensaram o parlamento brasileiro exigir juízo ao topete de Donald Trump? A imprensa do Tio Sam sequer iria reproduzir a bobagem.

Fica uma pergunta: Se Bolsonaro, enfrentando raios e trovoadas, está se posicionado claramente em favor de relações produtivas, e especiais com o USA, porque o crivo de negatividade dos representantes do povo norte americano?

A explicação é simples e interessante. Mesmo ali, no berço de um país em que, teoricamente, interesses escusos e umbilicais são investigados e punidos, existe a patota que tira proveito comendo pelas beiradas.

Esse grupelho, só agora – quem diria-  estão incomodados com nossos gays, lésbicas, negros e excluídos , porque sabem:  está na mira do governo verificar o lado obscuro de certas ONGS, de grupelhos aliados a uma pseuda relação humanitária para tirar proveito econômico e político.

Enfim, o Brasil não vai ser tão dócil e previsível quanto nas últimas décadas. As mudanças podem não interessar. Eis o momento de lançar um antivírus, rosnar como onça para ver se alguém assusta.

Vão se catar. A maioria deles, senão todos eles, mal sabem que a capital não se chama Buenos Aires. Agem por ouvir dizer porque sabem que já perderam os anéis. Merecem o mesmo tratamento que sempre deram ao resto do mundo. Que se preparem para perder os dedos. Na qualidade de contribuinte brasileiro, me lixo com o que pensam e lhes incomoda. Na verdade, entendo que o que lhes desgasta a alma nos interessa. Mal dão conta dos problemas deles e querem dar ordens para o nosso governante? Haja cretinice e arrogância!

 

Rosenwal Ferreira

Jornalista, publicitário e Terapeuta Transpessoal

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Record realizando comentários no quadro Olho no Olho, no Balanço Geral; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate que agora está na PUC TV. No meio impresso, é articulista no Diário da Manhã, e no Jornal OHoje.
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico Opinião em Debate, que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820am, de segunda a sexta-feira, das 07H30 às 08H30 da manhã. Logo após é membro da bancada mais ativista da felicidade, das 8:30h ate às 10h da manhã, na Jovem Pan Goiânia.

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