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O circo e a anta

Capaz de aglutinar críticos e fãs igualmente fervorosos, o colunista Diogo Mainardi, foi opositor consistente dos diabretes do governo Lula, e, culminou publicando uma coletânea de seus artigos, na   obra:“Lula é minha Anta”.  Ao oferecer uma explicação resumida deste trabalho, o escritor pontuou o seguinte: “Chegaram a atribuir motivos ideológicos à minha campanha contra o presidente da república. Não é nada disso. Só tentei derrubá-lo por esporte. Há quem pesque. Há quem cace. Eu não. Eu tento derrubar Lula. Ele é minha paca. Ele é minha anta”.

Aos que me censuram dizendo que tenho uma fixação muito similar a do badalado articulista, registro categoricamente que a similaridade se coordena apenas nas dezenas de publicações em que critiquei com azedume – incomum e proposital – as ações do lulopetismo. Diogo é um pop star com merecida projeção na maior revista de circulação do país.  Certamente, possui atributos e qualidades que não alcanço. Importante destacar, que não condeno Lula tendo a mira de caçador ou como esporte de ocasião. Ao contrário de Mainardi eu tenho motivos ideológicos claros. Sempre estive convicto que o lulopetismo é como uma erva daninha capaz de destruir nações, provocar sofrimento, sufocar a liberdade de imprensa e fazer do Estado um monstro insaciável. Nunca me conformei com suas aprovações aos ditadores de Cuba, Venezuela e Cia Ltda.

Não enfrentando resistências à altura, seus adeptos – que o seguem em ritmo de seita – transformariam o Brasil num campo de concentração similar à antiga União Soviética. O histórico de Hugo Chavez, na catástrofe que arruinou a Venezuela, prova o que antecipei e alertei com todas as letras, com uma década de antecedência. E resultou no caos que hoje se confirma. O tal exército de Pedro Stédile (MST), juntos  com os filhotes comandados por Guilherme Boulos na zona urbana, só não estão com artilharia como os da extinta FARC, porque o comando das Forças Armadas não engole tal ousadia.

Lula sempre foi de Circo. Foi só dar o pão, com estoque recebido de mão beijada, e a galera mal informada acreditou que ele operou milagres. Até o próprio Silva confiou em seu messianismo doidivana, acreditando na essência de ser intocável. Não é minha anta. É uma Jararaca enjaulada. Fez escárnio da lei até o último suspiro. No picadeiro de sua preferência, escolheu até o momento de se entregar. Mesmo sendo um acinte, uma provocação que jamais seria permitida em um país que leva sua legislação a sério, muitos se deram por satisfeito. Vale lembrar, cobras são repteis que escapam até pelo esgoto e nunca deixam de desopilar veneno.

Rosenwal Ferreira

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Serra Dourada realizando comentários para o Jornal do Meio Dia; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate, que anteriormente era transmitido na TBC Cultura, e agora está na PUC TV. Na TV Metrópole é membro do programa de análises políticas e econômicas. No meio impresso, é articulista na quinta-feira, no Jornal da Manhã, e na terça-feira no Jornal OHoje. 
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico Opinião em Debate, que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820am, de segunda a sexta-feira, das 07H30 às 08H30 da manhã.

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