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O árduo trabalho dos fiscais da AMMA

Segundo o pensador Helgir Giroto, “somente aqueles que perseveram em fazer o bem, compartilhar a necessidade do próximo e administrar bons propósitos é que obtêm grandes vitórias”. Nas últimas semanas o dever profissional me levou a conhecer a dura realidade e o trabalho árduo dos fiscais que atuam na Agência Municipal do Meio Ambiente.

 Numa injustiça que não merece continuar, a impressão que se tem é que os agentes do órgão representam um misto de incompetência crônica com preguiça Macunaíma. A realidade é outra. O nó da questão é que o número de profissionais em ação não acompanhou o vertiginoso crescimento territorial e populacional da capital goiana.

 Sendo obrigados a atuar no regime de cobertor curto e frio intenso, os envolvidos se desdobram, mas não conseguem atender todos os reclamantes. Essa realidade, uma herança de décadas com ausência de planejamento adequado e verba reduzida, colocou a AMMA na ingrata posição de órgão inoperante.

 Qualquer investigação vai comprovar o contrário. Os zelosos fiscais, muitos deles sacrificando horas na madrugada e correndo perigos inimagináveis, se desdobram orientando, multando e enfrentando os brucutus que arruínam a qualidade de vida.

 Gestões anteriores, ocupadas unicamente com critério de cotas partidárias, não se deram ao propósito de mostrar as dificuldades efetivas, exigir soluções e terminaram atuando para esconder o que devia ser demonstrado às claras.

 O atual gestor, o diligente Gilberto, felizmente adotou uma postura diferente. Ao invés de aceitar pacificamente a babel de críticas, merecidas já que parte das queixas não são atendidas, ele passou a valorizar o trabalho das equipes, mostrar que ninguém é capaz de atender toda a área metropolitana com o contingente atual e, ao mesmo tempo, se desdobrou em soluções que amenizam a conjuntura desfavorável.

 Com os rigores que a lei permite, adotou o estilo de inibir os irresponsáveis dando mostras de que existe um pelotão atuante. Ou seja: tirou de cena a sensação de que a impunidade sempre prevalecerá. Somente essa atitude já deu mostras de que os crimes ambientais, sonoros, visuais e etc., podem não compensar. Era o que faltava.

 Para completar o trabalho, imprescindível na garantia de descanso e condições razoáveis de vida aos pais de família, urge que o executivo entenda a necessidade de contratar mais fiscais e oferecer ajuda, um auxílio à altura das responsabilidades da AMMA.

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Serra Dourada realizando comentários para o Jornal do Meio Dia; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate, que anteriormente era transmitido na TBC Cultura, e agora está na PUC TV. Na TV Metrópole é membro do programa de análises políticas e econômicas. No meio impresso, é articulista na quinta-feira, no Jornal da Manhã, e na terça-feira no Jornal OHoje. 
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico Opinião em Debate, que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820am, de segunda a sexta-feira, das 07H30 às 08H30 da manhã.

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