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O advogado babaquara e sua trupe de bocós

Considero normal, e um direito líquido, que o craque Neymar tenha escolhido o estilo de cabelo macarrão cozido na papuda para inaugurar sua presença na partida oficial da Copa do Mundo. Seus passes e dribles geniais, acrescidos de um invejável cachê bilionário, lhe asseguram uma áurea de pop star em que até o visual esdrúxulo serve de moldura ao sucesso. Tem cacife de sobra para se dar ao luxo de um fuzuê visual que alimenta a mídia e rende dividendos.

O que causa asco, um nojo típico dos sem caráter, é ver o decadente Diego Maradona dispensar uma melancia no cocuruto e atrair os holofotes acendendo um fétido charuto num quadrilátero proibido. Mas o que esperar de um ídolo argentino que se presta a apoiar ditadores sanguinários para receber migalhas de atenção internacional. Vexame com ele é uma espécie de pó do passado. Na verdade, partículas brancas de sua preferência especial.

Mas o que superou, até agora, todos os desatinos repugnantes, foi o comportamento, amplamente divulgado pelas redes sociais, do advogado pernambucano Diego Valença Jatobá, ex-secretário de Turismo da cidade de Ipojuca, e sua trupe de bocós.

Os energúmenos, numa violenta e abominável demonstração de primitivismo, machismo ultrapassado, covardia e total falta de honra, induziram uma russa simpática a gritar o termo “buceta rosa”. Eu até gostaria de escrever xoxota ou apenas a letra “B”. Mas sem frescura e para que o leitor sinta a indignação, foi isso mesmo que fizeram.

Quem são os cretinos que rodeiam o doutor? Se eu tivesse a informação colocaria o nome de todos. O que pensam essas amebas humanas? Nasceram todos eles de uma vagina de proveta? Lhes sufocam a alma, por acaso, serem notórios filhos da puta com ódio incontido da figura feminina? Pode ser, mas seriam todos bastardos com origem em alguma russa que visitou o agreste nordestino? Tudo pode ser!

Mas nada, nenhuma hipótese, lhes daria o direito de conspurcar os turistas brasileiros, e humilhar os homens de bem do Brasil, com sua demonstração ridícula. Comprovaram que são paquidermes sem ética, numa bobagem sem nenhum proveito ou sentido.

Abomino o que fizeram e peço desculpas públicas ao povo e as mulheres russas. Não somos assim. Faço chegar a Embaixada Russa este artigo com meu sincero perdão. Os torcedores que ousaram a obscenidade deveriam ser, todos, identificados, presos e deportados. Tendo como verdade, porque ninguém desmentiu, que o único sujeito miúdo tenha uma carteira da OAB, que a ordem do Pernambuco o leve ao conselho de ética. E, ainda, que a embaixada brasileira tome providências.

Rosenwal Ferreira

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Serra Dourada realizando comentários para o Jornal do Meio Dia; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate, que anteriormente era transmitido na TBC Cultura, e agora está na PUC TV. Na TV Metrópole é membro do programa de análises políticas e econômicas. No meio impresso, é articulista na quinta-feira, no Jornal da Manhã, e na terça-feira no Jornal OHoje. 
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico Opinião em Debate, que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820am, de segunda a sexta-feira, das 07H30 às 08H30 da manhã.

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