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Ministro da Justiça veio à Goiânia para participar da abertura da 23° edição do Congresso Nacional do Ministério Público

Em agenda discreta, o ex-juiz federal e Ministro da JustiçaSérgio Moro, esteve em Goiânia para palestrar no 23º Congresso Nacional do Ministério Público, que teve início nesta quarta-feira (4), no Centro de Cultura e Convenções. Fonte nos bastidores da iniciativa reforçou ao Mais Goiás a suposta intenção de manter em baixo relevo a presença de Moro, que não falou com a imprensa, mas palestrou sobre “Combate ao crime organizado”.

Na oportunidade, o ministro falou da missão do governo federal no combate à corrução e destacou a importância, para ele, da realização de forças-tarefas, à exemplo da Lava Jato. “Muitos demonizam [forças-tarefas], mas são absolutamente necessárias para que tenhamos bons resultados nos casos criminais complexos”, disse.

Ainda, ele ressaltou que a pasta comandada por ele tem o intuito de provocar a sinergia de órgãos públicos, como MP, polícias, servidores especializados da Receita Federal e Banco Central, no trabalho contra a criminalidade. “Ter pessoas lado a lado, que podem facilitar o avanço da investigação, é fundamental. Esse é o modelo que nós do Ministério da Justiça e Segurança Pública estamos emitindo. Queremos aprofundar nesse modelo”, reforçou.

Moro foi aplaudido pelos presentes pela exposição. Acompanharam a palestra membros dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, diretor do Sebrae Nacional, o governador de GoiásRonaldo Caiado e o procurador-geral de Justiça, Aylton Flávio Vechi.

Caiado usou o tempo na tribuna para ressaltar que a administração quer dar condições para que o MP possa agir “em sintonia com os interesses da população e no resgate da cidadania”. Também falou de ações conjuntas das polícias com o MP que resultaram na prisão de 151 suspeitos e condenados por estupro em Goiás e sobre a desarticulação de quadrilhas no Estado. “Tudo em ação conjunta com o MP”, sublinhou.

Cumprimento entre Sérgio Moro e Ronaldo Caiado. Procurador Vechi à esquerda
(Foto: divulgação/Governo)

Vazajato

A esquiva de Moro em relação aos holofotes corrobora o contexto político enfrentado pelo ministro no cenário nacional. Moro é alvo de denúncias encabeçadas pelo site The Intercept Brasil, que divulgou mensagens privadas entre ele e o procurador da República, Deltan Dallagnol, as quais sugerem a existência de um conluio em que o então juiz passou a orientar, ilegalmente, ações da Operação Lava Jato, liderada por Deltan, no Ministério Público Federal (MPF). Ambos negam a autenticidade dos diálogos.

Sobre o Autor

Rosenwal Ferreira

Rosenwal Ferreira é jornalista, publicitário e terapeuta transpessoal. Multimídia talentoso, ele atua na TV Record realizando comentários no quadro Olho no Olho, no Balanço Geral; mantém, há mais de 18 anos, o programa Opinião em Debate que agora está na PUC TV. No meio impresso, é articulista no Diário da Manhã, e no Jornal OHoje.
Radialista de carteirinha, comanda o tradicional programa jornalístico Opinião em Debate, que já ocupou o horário nobre em diversas emissoras, e hoje, está na nacionalmente conhecida Rede Bandeirantes 820am, de segunda a sexta-feira, das 07H30 às 08H30 da manhã. Logo após é membro da bancada mais ativista da felicidade, das 8:30h ate às 10h da manhã, na Jovem Pan Goiânia.

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